4 de junho de 2009

o voo da andorinha



enquanto procurava um enquadramento,
ela veio veloz,
rasgando a fugir, o branco ortogonal.

31 de maio de 2009

photostream

por várias razões, este é um dos poucos blogues que sigo com alguma atenção,
provavelmente por razões de afinidade temática,
por um olhar semelhante para algumas questões sociais,
enfim, essas coisas.

mas hoje descobri mais uma:
gostamos ambos do trabalho dos canalizadores:

http://www.auspiciousdragon.net/photowords/?p=1879

29 de maio de 2009

urbanismo de viés



sem razões aparentes,
surgem-nos situações estranhas,
de linhas direitas e diagonais rasgadas.

poderia ser uma manobra futebolística, mas não é mais do que um momento de urbanismo inspirado, ponderado e a merecer ser lembrado.

25 de maio de 2009

o derradeiro obituário de seda



finou-se...

sem ter nome, com pouco mais de um mês, sem concluir o seu ciclo, pois não acasalou...

23 de maio de 2009

a descida, outra vez


não sofro de "clubites" exageradas, nem sequer moderadas, mas ainda assim fiquei triste.
o único clube do qual fui sócio e onde já fui atleta, voltou a descer de divisão...

o obituário do joão



esta é a melhor forma de o recordar.
sem romantismos, sem maneirismos e sem discursos inflamados de políticos incógnitos.
ver o filme, mais uma vez, numa sala de cinema, pensando que esta seria a sua 68ª ou 72ª vez.

quando o conheci – ou mais concretamente, quanto tive contacto com ele pela primeira vez, foi a 46ª ou 47ª…
eu era então um jovem adolescente que escondia a minha adolescência idiota dos meus colegas adolescentes e idiotas, fugindo para a “félix ribeiro” para ver bom cinema em boas condições, lendo sempre o texto numa folha A4 copiada a stencil, assinado por nomes a que mais tarde comecei a prestar mais atenção.
recordo-me de não ter visto o “guitar” aquando do ciclo do nicholas ray, há mais de vinte anos, por uma razão tão idiota quanto válida – acabaram-se-me os trocos da mesada e o nosso rigor orçamental constringiu-me a não pedir mais para poder ver o filme… (soube depois que teriam sido concedidos de muito bom grado)
recordo-me de o meu irmão me ter dito que o filme era fabuloso, e que o discurso prévio do joão ainda ajudara mais a perceber a sua grandiosidade.
recordo-me de ter visto o filme várias vezes depois disso – sempre em vídeo ou dvd, ou tv – e de não poder sentir o mesmo – as cores, o formato, a cantiga da peggy lee, e a voz rouca dele.
tenho a esperança de ver a película, em película, numa sala a sério, mas nunca mais vou ouvir aquela voz a apresentar um filme ou um realizador, ou uma estreia (ou mais um medalhado do 10 de junho…)
muito obrigado João Benard da Costa

21 de maio de 2009

a leitura do dia



as longas viagens têm algumas vantagens
se feitas de comboio ou avião permitem-nos a leitura,
descomprometida, muitas vezes do princípio ao fim.

hoje "devorei" este peter carey e fiquei com mais vontade de viajar, mas para ainda mais longe...

desenho de vera tavares para a capa de "wrong about japan" de peter carey