10 de janeiro de 2012

9 de janeiro de 2012

old school








































Destruída, ao abandono, como uma chaga que se purga,
a minha primeira escola.
e porquê?

Continua rodeada das mesmas habitações que lhe justificavam a existência,
que continuam sendo habitações,
muitas delas até ampliadas.

Continua próxima de outros bairros residenciais - que continuam residenciais e onde a população (ainda) se renova, de onde muitas crianças provinham para aqui aprender.

Não tem cantina (porque nunca fazia falta?...).
Não tem campo de jogos - mas nós jogávamos à mesma.
Não tem biblioteca (e nós líamos) mas era fácil integrar.

E tinha luz, sombra, árvores e um conforto térmico "do outro tempo", quase só resultante da orientação solar e da inércia térmica. Barato, muito barato de manter.

Mas nós somos ricos, e podemos construir escolas novas, caras, tecnologicamente desenvolvidas e novamente caras de manter...


8 de janeiro de 2012

7 de janeiro de 2012

6 de janeiro de 2012

o "instante"

Quando hoje esquecemos o que fizemos ontem.

Quando de tarde esquecemos o que fizemos durante a manhã.

Quando esquecemos as coisas que dizemos e escrevemos, com a facilidade de quem despeja a água do banho.

Alguém usa o tempo, e usa-o de uma forma aditiva.



Michael Chrisman usou o seu tempo.
Preparou uma geringonça - e não existe outro termo - e capturou uma imagem durante um ano inteiro, ininterruptamente, e obteve o resultado que aqui mostro.

Quando pensamos em fixar fracções de segundo, como instantes da nossa memória a guardar, ele fixou durante 365 dias todos os segundos de todos os dias!

foto de Michael Chrisman, retirada de: The Star
http://www.thestar.com/news/article/1109339--year-long-exposure-of-toronto-skyline-produces-dreamy-image?bn=1

5 de janeiro de 2012

O obituário de Eve, a verdadeira Eva

Ao fim de um século, Eve deixou-nos.
Pelo brilhantismo e simplicidade do seu trabalho, merece a admiração e respeito de todos os que alguma vez pensaram em fotografia.

Ouvi-la falar, contando as histórias das suas múltiplas reportagens, apenas nos deixava a pensar quão simples e sincera a profissão de repórter pode ser.

Para quem não conhece a obra de Eve, este livro Eve Arnold in Retrospect 

diz tudo.

Um grande bem-haja e muito obrigado por tudo!



4 de janeiro de 2012