24 de setembro de 2008

mecânica de fluidos



as visões do paraíso são normalmente assim:
pureza, perfeição, equilíbrio, e muita muita beleza...

as visões mundanas também. basta pensar que alguém teve o trabalho de pensar na bela instalação artística que se me deparou, para depreender que a vida está cheia de pureza, perfeição, equilíbrio, e muita beleza...

19 de setembro de 2008

e outra vez

Falta mesmo qualquer coisa.

As nuvens voltaram a preencher o céu e as luzes mudaram. As mesmas paredes reflectem tonalidades diferentes - mas iguais às de muitos meses atrás...

A memória recua até ao dia da última chuva, e eu lembro-me de Tomar...



15 de setembro de 2008

14 de setembro de 2008

a fábrica

continuo sem vontade de escrever.
não faltam motivos nem assuntos nem críticas, mas desde o transito até o concerto da Madonna, sem esquecer o regresso às aulas, as iniciativas do governo ou do presidente, e os clientes caloteiros, tudo me deixa seco.

sobram sempre as imagens.


29 de agosto de 2008

uma exposição que não resultou


no pavimento, uns discos de bronze reflectem uma ideia, um pensamento...
noutras salas, outras peças com outras protuberâncias convidam ao tacto...
mas não, ninguém sequer olhava para elas, tal era a beleza e grandiosidade do espaço...
Nota: Algumas coisas não servem de pretexto. A reformulação dos percursos de entrada e acesso ao Convento de Cristo em Tomar, para possibilitar a introdução de um balcão de recepção mais moderno e informatizado - para cobrar bilhetes mais caros, claro - foi, no mínimo, terceiro-mundista.
A mente iluminada que idealizou/autorizou o percurso de acesso deveria ser obrigado a fazê-lo todos os dias caracterizado como se fosse obesso, acompanhado de crianças, empurrando um carrinho de passeio e mais alguns acessórios... Simplesmente não se fazem estas coisas aos cidadãos, utentes e visitantes que, com o dinheiro que pagam em impostos e ingressos, são quem sustenta o espaço!

22 de agosto de 2008

foi há cem anos...


Henri Cartier-Bresson por Martine Fran
A primeira imagem que não é minha é uma homenagem a quem nos ensinou a ver, para além do olhar; a apreender, para além de ver; a integrar, para além de apreender; e a ultrapassar, para além de integrar.
Uma homenagem a quem regressou ao desenho depois da fotografia, a quem regressou às origens, depois de percorrer o mundo, a quem preferiu o recato do lar aos excessos da ribalta.
Muito obrigado, HCB