11 de abril de 2010

8 de abril de 2010

"o meu irmão é filho único"















"- o duce inventou a arquitectura racionalista!
 - o que é isso? que tem sempre razão?..."

diálogo retirado do filme "o meu irmão é filho único", de Daniele Luchetti

foto da "Casa do Fascio" de Giuseppe Terragni, retirada do álbúm "fotos de arquitectura em Como" de Evan Chakroff http://evanchakroff.com/

7 de abril de 2010

6 de abril de 2010

o brilho do beco escuro






















a utilização do azulejo na arquitectura é muitas vezes criticada.
outras vezes reverenciada,
e outras ainda, ignorada.

no fundo, tudo se trata de textura,
como quando nos dizem que preferem as "fotos em papel mate".

os brilhos podem confundir, é verdade.
as cores podem ser outras, também é verdade.
os tamanhos das peças a aplicar podem - e devem - obrigar a uma maior rigor,
que muitas vezes é esquecido, o que é igualmente verdade.

mas caramba, que raio de preconceito é esse que nos obrigada à parede lisa e monocromática, primeiro com reboco, depois com "fenólico" do norte da europa ou uma qualquer chapa alemã ou americana.

o excesso de informação e o nosso provincianismo levam-nos a renegar as nossas tecnologias - surgidas para satisfazer as nossas necessidades concretas - para abraçar uma modernidade que encontramos nas revistas, com materiais que não são os nossos e que pouco nos dizem.

num mundo global, talvez esta seja uma conversa de treta, mas quando pretendemos valorizar as nossas qualidades e definir a nossa identidade/especificidade para melhor nos afirmarmos nesse mesmo mundo global, é conveniente olhar para trás e aprender alguma coisa com o passado.

e afinal, porque usamos nós o azulejo?

é a luz, senhor; é a luz...

5 de abril de 2010

as minhas estacas






















que raio de nome para bairro,
que raio de nome!

numa assimetria simétrica,
equilibrada,
todos são diferentes e tão iguais.

não recordo bairro onde mais gostasse de viver,
no sossego do silêncio
entre cortado pelo comboio,
surdo e ruidoso.

não recordo outro bairro...

4 de abril de 2010

esquartejar






















não compreendo a razão de tão popular castigo nos idos de antigamente.
retirar rasgando os membros de cada qual, 
como tortura, 
ou pena,
porque faz pena pensar nesse penar.


esquartejar,
um verbo caído em desuso...

1 de abril de 2010