30 de maio de 2010

green & white























comecei a folhear uma nova revista: DETAIL GREEN

um dos primeiros trabalhos documentados despertou-me a atenção:

Monte Rosa-Hütte


Este abrigo para alpinistas nos Alpes suíços, em Monte-Rosa, representa tudo o que deveria ser a nossa intervenção na natureza:

Auto-suficiente em termos de produção energética, de água, e de eliminação de detritos.
Construído sem perturbar o equilíbrio da natureza, sem construir estradas, sem rebentar montes e montanhas, sem estaleiro em zonas sensíveis.

Desenvolvido com um projecto como todos os projectos devem ser: Trabalho de várias equipas coordenadas pelo Arquitecto responsável, planeado e planificado em todos os detalhes, construído integralmente de acordo com o projecto e com quase nenhuma surpresa durante todo o processo.

Apenas um senão (resultante da especificidade de um trabalho até hoje único e sem precedentes) um custo de 6,5 milhões de francos suíços (4 milhões de euros e uns trocados...).
Afinal de contas está a quase 3000m de altitude e o material foi para lá de helicóptero...

foto de Tonatiuh Ambrosetti, retirada de http://www.architonic.com/aisht/neue-monte-rosa-htte-bearth-deplazes-architekten/5100162

28 de maio de 2010

27 de maio de 2010

24 de maio de 2010

22 de maio de 2010

21 de maio de 2010

escalada de caracol











































as notícias do país relembram frases como:

retoma
produtividade
rentabilidade
rendimento
especialização
profissionalismo

no entanto, a retoma mais parece uma escalada de caracol,
penosa,
lenta,
esforçada,
e com o fim cada vez mais distante...

20 de maio de 2010

a prata etérea








































o brilho das provas analógicas, em bárita, é intraduzível numa imagem digital.
falta-lhe sempre o peso, o cheiro, a textura, e tudo o mais que nos desperta os sentidos.

pensamos que a modernidade veloz só nos traz vantagens, mas esquecemos que a excessiva celeridade fez algumas coisas perderam o tempo que lhes fazia falta para existirem.

Esta imagem terá demorado cinco minutos em PP (a abreviatura vulgarizada para o palavrão Post-Processing) quando "à antiga" obrigaria a algumas horas desde o fotograma em negativo até à cópia final seca (importante, seca!...)